Cliente de Consultório

Posso considerar que sou uma pessoa renovada após algumas sessões e tratamento psicoterapêutico com a Dra. Neliana. O resultado do tratamento veio em poucos meses de forma espontânea, pela minha própria filha:
“Mamãe, hoje em dia você é a melhor mãe do mundo, antes você era a pior”

Sou extremamente grata à essa profissional fantástica, por toda sua paciência, sensibilidade, carinho e, acima de tudo, profissionalismo.

Em resumo, nos últimos meses, com o apoio da conduta extremamente ética e à sensibilidade da Dra. Neliana, tive a oportunidade de refazer minha vida e mudar completamente minha maneira de pensar e agir.

Ao longo do tratamento e em poucas sessões, já consegui perceber melhora significativa, principalmente em relação à crenças me prejudicavam desde minha adolescência e impactavam não somente à mim, como também toda a minha família.

A melhora foi percebida por mim e por todos à minha volta, inclusive por minha filhinha adorável de 6 anos que necessitava de uma mãe presente e tinha com ela somente uma pessoa workahohic, ambiciosa e dependente excessiva de trabalho e alcance de metas, no ambiente competitivo que vivia.

Dra Neliana, muito obrigada, do fundo do meu coração!
Fernanda, administradora, 39 anos

9788588009936

“Oráculo de Prevenção: Guia Prático”

“Oráculo de Prevenção: Guia Prático”

Um jogo interativo para desconstruir mitos e fortalecer verdades

Autores: Livia Guimaraes, Neliana Buzi Figlie e colaboradores

Editora: Artesã (2018)

O Oráculo de Prevenção é uma ferramenta abrangente desenvolvida para uso de diversos profissionais e áreas de atuação. Ele pode ser utilizado por professores no ambiente escolar, por profissionais das áreas da saúde e da assistência, em serviços de atenção a dependência química ou correlatos, por profissionais no setting clinico e/ou terapêutico, por profissionais que atuam em empresas e, também, pelos pais com seus filhos e demais familiares a oferecer um espaço de conversa e ressignificação de conceitos, crenças e culturas.

As propostas de prevenção ao uso abusivo de drogas frequentemente são aversivas e confrontadoras e pesquisas aliadas a experiência demonstraram que, desta forma, ela não funciona. Assim, estratégias que promovam o protagonismo, o diálogo, o autoconhecimento e também o interativo e o lúdico são sempre bem aceitas.

Trata-se de um jogo interativo, composto por: um livro, que oferece uma intervenção pautada na Entrevista Motivacional, que é um estilo de aconselhamento utilizado na área de saúde, educação, social e justiça; e um baralho com 103 cartas, que tem como proposta estabelecer uma conversa colaborativa de forma leve e lúdica sobre diversos fatores de risco e de proteção relacionados à promoção de saúde e prevenção do consumo de substâncias psicoativas.

DADOS TÉCNICOS ISBN: 978-85-88009-92-9 Páginas:200 Edição: 1 Tamanho: 21 cm

Baralho:103 cartas Editora Artesã

ÍNDICE:

* Dedicatória

* Agradecimentos

* Introdução

* Fundamentos Básicos de Prevenção ao uso Nocivo de Álcool, Tabaco e outras Drogas

* Como comunicar a prevenção: Motivar para a Mudança

* Como intervir para motivar: Aconselhamento Individual Breve

* Como intervir para motivar: Aconselhamento Grupal Breve

* Baralho da Prevenção: Guia Prático

* Anexo: Mitos e Verdades do Uso de Substâncias Psicoativas

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Adquira seu exemplar!

Para mais informações, entre em contato: (11) 3807-3327 contato@nelianafiglie.com.br

www.livrariadopsicologo.com.br

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¨Motivational Interviewing in Schools: Conversations to Improve Behavior and Learning (Applications of Motivational Interviewing)¨

Indicação de livro:

¨Motivational Interviewing in Schools: Conversations to Improve Behavior and Learning (Applications of Motivational Interviewing)¨

Stephen Rollnick ,‎ Sebastian G. Kaplan &‎ Richard Rutschman

Idioma: Inglês     Ano: 2016

Trata-se de um guia de entrevista motivacional para o  educador que demonstra as interações cotidianas com os alunos como poderosas oportunidades de mudança. O livro compreende habilidades e estratégias para tornar conversas breves sobre qualquer tipo de desafio comportamental, acadêmico ou relacionado a pares mais efetiva. Contém exemplos de diálogos com estudantes de forma a promover a resolução de problemas e  crescimento pessoal; exercícios de aprendizagem  e tipos de reflexão. Recursos adicionais úteis estão disponíveis em site complementar. Escrito para professores, o livro é recomendado em oficinas pedagógicas por psicólogos escolares, conselheiros e assistentes sociais.

Health Behavior Change – A Guide for practitioners

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“Health Behavior Change – A Guide for practitioners”

Indicação de Livro:

Mudança de comportamento de saúde – um guia para profissionais

Pip Mason & Christopher C. Butler

Idioma: Inglês     Ano: 2010 2ª edição

Escrito por especialistas de reputação mundial, Health Behavior Change apresenta um método emocionante que pode ser usado para ajudar os pacientes a mudar seus comportamentos nos settings hospitalares e comunitários. O método é aplicável a qualquer comportamento, como excesso de alimentação,  falta de atividade física,  tabagismo, pacientes com doenças crônicas como diabetes e doença cardíaca. Usando consultas breves e estruturadas com o cliente, o profissional incentiva o paciente a se encarregar da tomada de decisões sobre sua saúde. Baseia-se na parceria entre profissional e paciente, em vez de dominação de um sobre o outro e é realizada em um espírito de negociação em vez de confronto. O texto descreve claramente os princípios fundamentais da ETM na prática. Problemas de resistência e falta de motivação são explorados e estratégias são sugeridas. Contem exemplos de casos e dilemas clínicos. Aparência aprimorada com duas cores,  design moderno e resumos dos capítulos aumentam ajudam na  assimilação e compreensão.

COMO FAZER ENTREVISTA MOTIVACIONAL (6)

Entrevista Motivacional com Famílias

Um pequeno, mas um crescente número de publicações evidenciam a aplicabilidade da Entrevista Motivacional com famílias que enfrentam o uso de substâncias psicoativas. A Entrevista Motivacional maximiza a possibilidade de engajamento familiar no tratamento, mediante a sensibilidade do profissional ao contexto de desenvolvimento familiar que inclui as respostas dos membros as demandas do ciclo de vida familiar, bem como comportamento de risco e fatores estressores que podem estar presentes. Neste contexto é necessário considerar, quem percebe a situação, quem fala, quem ouve e em que ordem isso é realizado, pois ao trabalhar com a família , o profissional deve estar atento a todo funcionamento grupal, bem como a participação de todos os membros no tratamento, tanto nas sessões , quanto fora delas.

O processo de mudança requer engajamento familiar, sendo a queixa algo que todos os membros da família necessitam abordar.

A fundamentação da Entrevista Motivacional é pautada na utilização de habilidades de aconselhamento empáticas, centradas na família  com o objetivo de aumentar a motivação para  explorar e resolver ambivalência, enfatizando a importância da escuta qualificada para o engajamento familiar na intervenção de modo a ajudar a família a explorar e, esperançosamente, resolver sua ambivalência.

 

Neste sentido, os autores da Entrevista Motivacional chamam à atenção para que os profissionais tomem cuidado e não se deixem influenciar por uma conduta na qual intitulam “reflexo de endiretamento”, que seria o desejo do profissional de tentar corrigir no outro aquilo que lhe parece errado, modificando o curso das ações a partir de suas próprias perspectivas ou do local de trabalho.

A Entrevista Motivacional parte do pressuposto de que quem tem a verdade ou as respostas para os questionamentos é a própria família; cabe ao profissional evocar estas informações e empoderar o grupo familiar quanto a este saber.

 

Maiores informações:

Figlie, NB. Entrevista Motivacional com Famílias. In: Payá, R. e col. Intervenções Familiares para abuso e dependência de álcool e outras drogas. Rio de janeiro: RJ: Gen, 2017 pp 87 – 101. ISBN 978-85-277-3048-8.

 

COMO FAZER ENTREVISTA MOTIVACIONAL (5)

Entrevista Motivacional como alternativa para o uso de Substancias Psicoativas

Na maioria das vezes a pessoa que procura um tratamento com um profissional de saúde traz a crença de que a hora que quiser eu paro;  que já tentou tantas vezes e que não vai conseguir; que usar ou beber um pouco, não fará mal, entre outras crenças.

A entrevista motivacional (EM) é um estilo de aconselhamento utilizado  em diversas áreas da saúde, social, educação e judiciária que almeja promoção de  mudanças comportamentais. Por meio de uma conversa colaborativa, que envolve parceria, aceitação, compaixão o profissional evoca as motivações intrínsecas do cliente que o levam a manter um consumo de substancias, bem como aqueles que procuram ajuda para interromper o consumo.

O passo inicial é a aceitação da realidade e envolvimento na tomada de decisões:   Não se assuste se descobrir que você está em situações extremas, pois nem tudo é só preto ou só branco, existem situações que podem ser mudadas e só dependem de você. Lembre-se que existem muitas pessoas que estão divididas (querem parar porque estão com problemas financeiros, mas querem continuar bebendo porque a bebida lhe dá mais prazer na vida, por exemplo). Se faz necessário  avaliar os dois lados da questão e descrever as vantagens e desvantagens entre parar e continuar com o uso.

O profissional deve encorajar e conduzir o trabalho de modo que a pessoa inicialmente se engaje no tratamento e para tal, essa deve estabelecer um foco claro com relação a mudança que almeja realizar, para posteriormente o profissional trabalhar a evocação de seus valores, motivos, desejos e habilidades para a realização da mudança. Por fim, profissional e cliente realizam juntos o planejamento da intervenção focado na mudança de comportamento possível e viável para a pessoa diante das condições no seu momento presente.

Neste contexto, se faz necessário compreender a ambivalência como a percepção do cliente sobre a importância que ele atribui à mudança, bem como quão confiante se sente para a realização dessa mudança.  Um método simples para avaliar a importância e a confiança é a escala de disposição.

 

Escala de Disposição

Quão importante é para você realizar esta mudança? Em uma escala de 0 a 10, sendo o 0 não importante e o 10 extremamente importante, que nota você se daria?

                                 0…1…2…3…4…5…6…7…8…9…10

Sem importância                                                              Muito importante

 

Quão confiante você se sente para realizar esta mudança? Em uma escala de 0 a 10, sendo o 0 sem confiança e o 10 muito confiante, que nota você se daria?

                           0…1…2…3…4…5…6…7…8…9…10

Sem confiança                                                   Muito confiante

 

Ao profissional compete compreender os diferentes perfis dos clientes de acordo com a importância e com a confiança que sentem em relação a sua mudança.

Grupo A – Baixa importância e confiança Grupo B – Baixa importância e alta confiança
Os indivíduos não veem como importante ou não acreditam que podem ter sucesso se tentarem mudar. Os indivíduos mostram-se confiantes para a realização da mudança e não visualizam sua importância.
Grupo C – Alta importância e baixa confiança Grupo D – Altas importância e confiança
Essas pessoas não desejam mudar porque não se acham em condições de fazê-lo. Estas pessoas acham a mudança importante e acreditam que podem ter sucesso na realização dela.

 

Os perfis A,B e C são aqueles que mais se beneficiarão da ETM.

 

COMO FAZER ENTREVISTA MOTIVACIONAL (4)

Entrevista Motivacional como alternativa para trabalhar a Nutrição Comportamental

Na maioria das vezes a pessoa que procura um tratamento com um nutricionista traz a crença de que previamente não vai conseguir seguir as recomendações ou que já sabe tudo que será dito.

A entrevista motivacional (EM) é um estilo de aconselhamento utilizado  em diversas áreas da saúde, social, educação e judiciária que almeja promoção de  mudanças comportamentais. Por meio de uma conversa colaborativa, que envolve parceria, aceitação, compaixão o profissional evoca as motivações intrínsecas do cliente que o levam a manter uma alimentação desregrada, por exemplo.

O profissional deve encorajar e conduzir o trabalho de modo que a pessoa inicialmente se engaje no tratamento e para tal, essa deve estabelecer um foco claro com relação a mudança que almeja realizar, para posteriormente o profissional trabalhar a evocação de seus valores, motivos, desejos e habilidades para a realização da mudança. Por fim, profissional e cliente realizam juntos o planejamento da intervenção focado na mudança de comportamento possível e viável para a pessoa diante das condições do seu momento presente.  Ou seja, em um atendimento nutricional pautado na ETM, dificilmente o cliente sairá com uma dieta prescrita na primeira sessão.

  • Solicitar ao cliente que descreva os extremos de suas preocupações, que imagine as piores consequências de seu comportamento atual.
  • Diante do exposto acima, ajudar o cliente a visualizar um futuro modificado: “Se você decidir fazer uma mudança nutricional , quais seriam suas expectativas para o futuro?”.
  • Solicitar ao cliente que se recorde de uma época anterior ao problema ter surgido e que a compare com sua situação presente. O objetivo aqui é prospectar as habilidades que a pessoa tem.
  • Convidar o cliente a ver a  si mesmo e perguntar:

Quando você olha para você, o que vê?

Se você estivesse dando um conselho a si mesmo agora, o que falaria?

O que podemos fazer nesse momento de sua vida então?

Estes são alguns exemplos utilizados na EM que procuram trabalhar a ambivalência e a motivação para a mudança.

 

COMO FAZER ENTREVISTA MOTIVACIONAL (2)

O papel da Ambivalência na Entrevista Motivacional

No geral, as pessoas se sentem ambivalentes em relação à mudança, porque, de certa forma, existem desvantagens em mudar frente ao desconhecido – por mais que a opção seja em nome da saúde. Um sinal claro de ambivalência é o MAS no meio da frase. Exemplo:  Preciso parar de fazer o esquenta com os meus amigos, mas  esse é o momento mais divertido. A ambivalência faz com que as pessoas se percam em seus objetivos e costuma ser experimentada da seguinte maneira: a pessoa pensa inicialmente em uma razão para mudar, depois pensa em uma razão para não mudar e, por fim, parar de pensar a respeito.

 

Quando o profissional adota um estilo confrontativo com a pessoa ambivalente, acaba por adotar um lado da ambivalência. Nessa situação, uma resposta comum é a argumentação do cliente. Na ETM a meta é evocar a conversa sobre a mudança em vez de evocar a resistência na mudança. É indicado que o profissional ouça os argumentos em favor da transformação, pois quando o profissional defende a mudança e o cliente defende seus argumentos, a conversa tende a fracassar.

 

A ambivalência é um estado mental no qual a pessoa tem sentimentos coexistentes e conflitantes a respeito de alguma coisa. Uma postura de vulnerabilidade pode transformar-se em desafio e voltar à vulnerabilidade em poucos minutos.

 

Como esse conflito se desenvolve? Um ingrediente importante é o apego ao comportamento, o que torna mais difícil resistir ou afastar-se dele. A dependência psicofarmacológica é uma forma de apego: o corpo da pessoa adapta-se à presença da substância (tolerância) e, quando esta é retirada, o corpo entra em um estado de desadaptação (abstinência). Os padrões de aprendizagem ou condicionamento também podem ser fontes muito poderosas de apego a certos comportamentos: a descontração e o convívio nas baladas passam a estar associadas ao uso de ál­cool, assim como uma tragada no cigarro após as refeições. Os comportamentos relacionados com o uso de substâncias também podem ser utilizados como meio de enfrentamento : a pessoa passa a contar com a substância para ajudá-la a lidar com estados difíceis ou desagradáveis (a se aproximar ou falar com pessoas, a relaxar em um momento de raiva, a sentir coragem etc.) e, com o tempo, torna-se mais difícil enfrentar tais situações sem o uso da substância.

Um profissional que escuta uma manifestação comum de ambivalência do tipo “eu quero, mas não quero” poderia pressupor a existência de algo errado com o julgamento ou com o estado mental do cliente. Sua incerteza poderia ser vista como anormal, inaceitável e como sinal de pouca motivação. O conceito de motivação atualmente é compreendido como um estado de prontidão que pode oscilar com o tempo e como fruto de interação interpessoal. Na ETM, o estilo do profissional em sua relação com o cliente é fundamental para aumentar a motivação para a mudança.

 

Em vez de visualizar a ambivalência como um “mau sinal”, é necessário entendê-la como normal, aceitável e compreensível. Exemplo: “ Sei que bebi demais, mas não conte aos meus pais porque eles não vão entender”. Uma escuta reflexiva seria : “Estou entendendo que você percebe que exagerou e por isso teme a reação dos seus pais” .

COMO FAZER ENTREVISTA MOTIVACIONAL (1)

Como suscitar a Fala de Mudança?

As pessoas inicialmente falam sobre o que querem fazer (desejo), por que mudariam (razões), como fariam (capacidade) e o quão importante é (necessidade). Em seguida, vem o comprometimento que – se fortalecido – aumenta gradualmente em direção à mudança. Para tal, torna-se relevante prospectar os valores, aspirações e esperanças do cliente, de modo a culminar nos passos para a mudança do comportamento.

 

Para tanto, é imprescindível ouvir o cliente, pois ele é o maior especialista em sua própria vida. É esperado na ETM que o profissional fale cerca de 25 a 30% do tempo. O restante cabe ao cliente.  Para facilitar a compreensão do leitor, existem seis tipos de conversa sobre mudança: Desejo, Capacidade, Razões, Necessidade, Comprometimento, Ação.

Estes tipos de conversa são sequenciais e conforme a motivação para a mudança aumenta, a conversa vai se transformando progressivamente. No entanto, vale destacar que podem ocorrer oscilações. Exemplo: uma pessoa fala sobre suas razões para mudar, mas diante de uma colocação confrontativa por parte do profissional ou alguma variável externa, a pessoa volta a falar sobre seu desejo. Nesta situação, a meta do profissional é sempre atuar em prol de atingir a fala seguinte e não simplesmente do desejo ir para o comprometimento ou ação.

COMO FAZER ENTREVISTA MOTIVACIONAL

Estilo de Comunicação na Entrevista Motivacional

Muitas vezes, um atendimento mais se parece com um ringue de luta, onde o cliente defende o status quo e o profissional está persuadindo-o de que existe um ‘problema’ e  de que alguma mudança ‘precisa’ ser feita. Ao final da conversa, fica a sensação de que houve um embate no qual ambos sentem ter perdido a ‘batalha’. Uma das características mais marcantes da ETM é o profissional perceber,  que  seu contato com o cliente se deu de forma tranquila e pouco conflituosa. Uma analogia bastante comum à ETM é a dança. Faz parte da tarefa do profissional conduzir gentilmente seu cliente em direção à mudança. Como acontece numa dança, apesar dessa ter um responsável por conduzir os passos, o casal precisa fluir em concordância e sintonia para que a atividade seja desfrutada ao máximo.

O estilo de comunicação diz respeito à postura e abordagem utilizada pelo profissional para ajudar as pessoas. Cada um dos três estilos de comunicação propostos aqui reflete posturas diferentes sobre o papel do profissional no seu relacionamento com o cliente. Assim, cada um deles deve ser analisado e utilizado durante o processo de mudança nas situações e momentos distintos que surgirão(5):

  1. Acompanhar: Dar atenção total ao que o cliente está falando. Consiste predominantemente em escutar de forma atenta, sem julgar ou criticar. O objetivo é entender a experiência e os valores do outro, ou seja, entender o que está acontecendo pelos olhos do cliente. Exemplo: “Eu não vou falar para você parar de beber. Primeiro, eu gostaria de entender melhor o por que você está precisando beber.”
  2. Direcionar: Este estilo de comunicação evidencia o relacionamento interpessoal. Em momentos específicos, um direcionamento por parte do profissional se faz vital. Existem situações em que a pessoa deverá ser encorajada a confiar no conhecimento e experiência do profissional para que a conversa seja viável e segura. Por exemplo: um aluno que chegou na escola alcoolizado, deverá receber os primeiros cuidados e ter a segurança de que os pais serão chamados a escola, mas que essa conversa será intermediada pelo profissional e não será apenas um aviso para que os pais venham busca-lo na escola porque encontra-se alcoolizado. O uso de substâncias é uma consequência de algo que não está bem na vida daquele jovem e não causa.
  3. Orientar: Ajudar a pessoa a encontrar um caminho de acordo com a mudança que ele deseja fazer no momento, oferecendo um menu de opções que possam’’ auxiliá-lo no processo de transformação. Exemplo: “Eu posso ajudá-lo ao relatar quais os recursos que geralmente as pessoas utilizam para lidar com os momentos de fissura, assim você poderá testá-los e escolher aqueles que forem mais úteis para você”.
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