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Avaliação do desenvolvimento da empatia na educação médica: uma revisão sistemática

 

 

Assessing empathy development in medical education: a systematic review

 

Sandra H Sulzer1,*, Noah W Feinstein2and; Claire L Wendland3

Medical Education Volume 50, Issue 3, pages 300–310, March 2016

 

 

A empatia no relacionamento médico-paciente é um tópico familiar para os médicos especialistas e uma meta crucial para os educadores médicos. No entanto, existem divergências persistentes na literatura sobre como melhor avaliar a empatia entre os médicos e se a empatia diminui ou aumenta em toda a educação médica. Alguns pesquisadores argumentam que os instrumentos usados ​​para estudar a “empatia” podem não medir algo significativo na prática clínica ou a satisfação do paciente.

Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática para aprender como a empatia é conceituada na pesquisa em educação médica. Examinamos como os pesquisadores definem o conceito central de empatia e o que escolhem para medir, e investigaram como as definições e operacionalizações se encaixam.

Resultados: Entre os 109 estudos que preencheram os critérios de busca, 20% não conseguiram definir o construto central de empatia e apenas 13% usaram uma operacionalização que foi bem compatível com a definição fornecida. A maioria dos estudos foi caracterizada por inconsistências internas e indefinição na conceituação e operacionalização da empatia, restringindo a validade e a utilidade da pesquisa. Os métodos mais comumente usados ​​para medir a empatia se baseiam fortemente no auto relato e no conhecimento desvinculado da ação, e podem, portanto, ter poder limitado a presença ou ausência de empatia em contextos clínicos. Finalmente, a maioria dos estudos tratou a empatia como uma “caixa preta”, usando medições globais de construção que são incapazes de lançar luz sobre os processos subjacentes que produzem uma resposta empática.

Conclusões: Sugerimos que pesquisas futuras sigam o exemplo da pesquisa científica básica que conceitualiza empatia como relacional – um engajamento entre um sujeito e um objeto – e não como uma qualidade pessoal que pode ser modificada por meio de treinamento.

 

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