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O uso da Entrevista Motivacional na morte e nos cuidados no fim da vida

A morbidade decorrente do luto despreparado é um problema que afeta as relações pessoais próximas de pessoas no fim da vida. A literatura de estudos sobre luto demonstra que a falta de preparação para uma morte de um ente querido é um fator de risco para morbidade psicológica secundária nos sobreviventes. Curto tempo de conscientização da morte correlaciona-se negativamente com a preparação para o luto. A ausência de divulgação do diagnóstico no fim da vida e a falta de prognóstico para estreitar relações pessoais entre pacientes e entes queridos, ou profissionais de saúde e entes queridos, contribui para a dificuldade na conscientização da morte.

Para aumentar a consciência do tempo de morte, a revelação do diagnóstico e prognóstico no fim de vida aos entes queridos ou ao paciente pelo profissional de saúde é de extrema relevância.

Este artigo aborda intervenções baseadas na Entrevista Motivacional em cuidados no fim de vida, cujo objetivo é facilitar a conversa sobre a morte oferecendo uma solução parcial ao luto despreparado.

O estudo avalia  a permissão ética de tais intervenções e o uso da Entrevista Motivacional de forma não diretiva. No entanto, a medida em que a entrevista motivacional não diretiva requer habilidades mais  avançadas, pode ser mais difícil de aprender e praticar. O artigo também discute o que pode ser eticamente permitido em contextos específicos.

Referência:

Isra Black; Ásgeir Rúnar Helgason Using motivational interviewing to facilitate death talk in end-of-life care: an ethical analysis. BMC Palliative Care (2018) 17:51

https://doi.org/10.1186/s12904-018-0305-5

Confira o artigo na integra:

https://link.springer.com/article/10.1186/s12904-018-0305-5

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