Health Behavior Change – A Guide for professionals

 

¨Health Behavior Change – A Guide for professionals¨

(Mudança de comportamento de saúde – um guia para profissionais)

Pip Mason & Christopher C. Butler

Idioma: Inglês     Ano: 2010 2ª edição

Escrito por especialistas de reputação mundial, Health Behavior Change apresenta um método emocionante que pode ser usado para ajudar os pacientes a mudar seus comportamentos nos ambientes hospitalares e comunitários. O método é aplicável a qualquer comportamento, como obesidade,  sedentarismo,  tabagismo, pacientes com doenças crônicas como diabetes e doença cardíaca. Usando intervenções breves e estruturadas, o profissional incentiva o paciente a se encarregar da tomada de decisões sobre sua saúde. Baseia-se na parceria entre profissional e paciente, em vez de dominação de um sobre o outro e é realizada em um espírito de Negociação, invés de confronto.

O texto descreve claramente os princípios fundamentais da ETM na prática. Problemas de resistência e falta de motivação são explorados e estratégias são sugeridas, com exemplos de casos e dilemas clínicos.

Aparência aprimorada com duas cores,  design moderno e resumos dos capítulos ajudam na  assimilação e compreensão.

Terapia Comportamental Dialética e a Entrevista Motivacional: convergência conceitual, compatibilidade e estratégias para integração

 

A terapia comportamental dialética (DBT) e a entrevista motivacional (EM) são duas intervenções psicossociais amplamente usadas e eficazes. Um número imenso e crescente de estudos examina DBT, EM ou adaptações dessas abordagens em diversos contextos de tratamento e em várias populações clínicas. Como o DBT e a EM estão em alta demanda, é provável que profissionais encontrem uma ou ambas abordagens ao longo de suas carreiras. Embora o EM e a DBT tenham evoluído inicialmente em contextos distintos para diferentes populações, essas abordagens compartilham vários princípios fundamentais comuns. Cada uma fornece estratégias distintas e complementares para aumentar a motivação e a capacidade de mudança dos clientes. Para alguns, uma aplicação integrada ou sequenciada da EM e DBT pode aprimorar o atendimento ao cliente. O presente artigo destaca áreas de divergências, convergências e oportunidades de integração e oferece dicas práticas para aplicar DBT e EM em conjunto.

Referência:

Erin A. Kaufman, Antoine Douaihy, Tina R. Goldstein. Dialectical Behavior Therapy and Motivational Interviewing: Conceptual Convergence, Compatibility, and Strategies for Integration. Cognitive and Behavioral Practice August 2019. https://doi.org/10.1016/j.cbpra.2019.07.004

As contribuições da Entrevista Motivacional na Educação

 

 

 

Duas razoes que explicam por que a EM ajuda em problemas comportamentais com estudantes:

  • Trabalha simultaneamente a mudança do comportamento, dando espaço as necessidades individuais do aluno.
  • É particularmente adequada para pensar problemas. Contrário às crenças populares, descobriu-se que problemas realmente difíceis poderiam ser enfrentados usando um estilo mais suave, livre de culpas, rotulação e indução de medo. Professores e outros funcionários da escola enfrentam um desafio muito semelhante.

Veja abaixo orientações para atuar no Planejamento de Mudança com estudantes:

  1. Demonstração aceitação frente as oscilações da ambivalência;
  2. Ao surgir falas de mudança, reforçar e refletir;
  3. Evitar se adiantar em relação a prontidão para a mudança dos estudantes;
  4. Evocar a prontidão para a mudança e responder usando as habilidades essenciais da Entrevista Motivacional, em particular o reforço positivo;
  5. Fazer perguntas abertas sobre competências, escolhas e decisões;
  6. Reunir opções e incentivar a apropriação de uma decisão/solução;
  7. Evocar e reforçar o comprometimento com a mudança;
  8. Encorajar os estudantes a compartilhar sua decisão com outros e manter um registro de sucessos alcançados;
  9. Ajude os estudantes a visualizar lapsos de comportamento como oportunidades de aprendizagem;
  10. Ajudar os estudantes a manejar antecipadamente as barreiras ao sucesso.

Fonte: ¨Motivational Interviewing in Schools: Conversations to Improve Behavior and Learning (Applications of Motivational Interviewing) ¨

Stephen Rollnick,‎ Sebastian G. Kaplan &‎ Richard Rutschman

Entrevista com a Dra Neliana Buzi Figlie

Confira matéria com a Dra Neliana Figlie sobre Entrevista Motivacional no tratamento da dependência química publicada no Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas.

 

Acesse o link: http://mds.gov.br/obid/entrevistas/neliana-buzi-figlie

O que é a Afirmação – Reforço positivo na Entrevista Motivacional

 

 

Afirmar é como segurar um espelho para o cliente se olhar (Stephen Rollnick – Mint Forun 2019).

Afirmar ou reforçar neste contexto significa fazer uma declaração que destaque as forças, habilidades, boas intenções ou esforços da pessoa. Importante salientar que a ausência do pronome “eu” possibilita a percepção de aceitação e de abstenção de qualquer tipo de julgamento.

A proposta é ter como base a essência positiva da pessoa, seus valores pessoais e/ou as falas de mudança.

Segue algumas dicas uteis para os profissionais:

  • Demonstre apoio e compreensão mediante circunstâncias de vida do cliente;
  • Apreciar os esforços do cliente mediante dificuldades;
  • Reconhecer e agradecer as mudanças realizadas – tanto as grandes, como as pequenas mudanças;
  • Reforçar positivamente os esforços, focando mais nos sucessos do que nas falhas;
  • As afirmações devem acompanhar sua comunicação verbal e não verbal;
  • Não realize afirmações que possam parecer falsas ou que são baseadas em falas sem evidencias de realidade.

Alguns exemplos:

Ser uma pessoa honesta é algo importante para você!

Você tem feito progressos desde a nossa última sessão.

Você tem se esforçado para mudar sua prática de atividade física.

Depoimento de aluno que realizou os 3 módulos do curso de Entrevista Motivacional

João Paulo de Santanna Pinto, 33 anos, Médico

* O que eu mais gostei: Dos exemplos práticos e dos exercícios em sala ( RPG). A estrutura era boa ( projetor, cadeiras, conforto da sala) .

* O que menos gostei : O horário do curso era difícil de ser cumprido ( chegar ás 12h00 ), Áudio de alguns exemplos eram baixos e dificuldade de entender.

* Como a ETM pode contribuir no meu trabalho: Facilitar a motivação dos clientes para adotar hábitos saudáveis, contornar a resistência dos pacientes mais ambivalentes, trabalhar o cliente “ difícil “.

* Como o ETM mudou a forma de ver o cliente: Ver o cliente não como adversário ou cliente difícil, resistente e sim uma pessoa que quer mudar, mas tem dificuldade em implantar e apresenta – lo para a avaliação.

* Sugestões para os próximos cursos: Filmar um exercício prático e apresentá – lo para avaliação.

* Após realizar os 3 módulos de ETM eu posso dizer que: Conheci mais profundamente a ETM e me sinto mais capacitado e confiante de aplicá – la no meu trabalho.

EQUILÍBRIO E EQUANIMIDADE


 

A EM traz a ideia de equanimidade que remete à perspectiva do aconselhamento com neutralidade. Partindo de sua base conceitual, a EM tem como base evocar os motivos para a mudança. Desta forma, a neutralidade já estaria em si mesma implícita. Contudo, pode haver casos mais urgentes e graves, onde o fator tempo para a decisão, por exemplo, precisa ser considerado. Nestes casos, uma abordagem completamente não diretiva poderia não ter validade e não auxiliar o indivíduo em processos de mudança. Vale lembrar que um meio de verificar a efetividade da intervenção se dá a partir do momento em que houve uma tomada de decisão, seja ela qual for, ainda que seja diversa daquilo que o profissional pensava ser melhor. No aconselhamento com neutralidade, a ajuda para a tomada de decisão não quer dizer influenciar o cliente para decidir-se por este ou aquele caminho.

O espírito de EM indica um tipo de equanimidade como uma característica geral da prática de EM. Esta qualidade por parte do profissional é bastante diferente da escolha consciente de aspiração por parte do profissional: atuar estrategicamente em direção a objetivo particular mudança no cliente, ou intencionalmente manter a neutralidade com relação às mudanças de objetivos do cliente (equilíbrio). Ambas as escolhas que envolvem a equanimidade, e exigem atenção intencional, consciente e habilidades interpessoais.

É importante distinguir equilíbrio de equanimidade. A equanimidade é uma espécie de presença que gostaríamos de ter como parte do espírito da entrevista motivacional, não importa o que estamos fazendo. Como equilíbrio, estamos falando de uma situação particular que tem a ver com a aspiração do profissional à pergunta: “Devo proceder estrategicamente para favorecer a resolução da ambivalência em uma direção particular?”. A EM foi originalmente desenvolvida para o profissional que tem a intenção de resolver a ambivalência em uma determinada direção. O termo “equilíbrio” não faz qualquer sentido até que se tenha um objetivo de mudança, porque é equilíbrio sobre algo. O equilíbrio envolve uma escolha consciente do que você almeja ou não. Agora, se você muda sua escolha em favor do que o cliente lhe comunica, estamos falando em equanimidade e ambas as situações envolvem equanimidade. Ambas envolvem uma abordagem colaborativa, reconhecendo que é o cliente que toma a decisão.

A EM fornece vários outros subsídios que auxiliam o profissional a permanecer auxiliando o cliente no seu processo de tomada de decisão, evocando do cliente de forma equilibrada os prós e os contras, as vantagens e desvantagens do contexto. Para muitos casos, este processo de seleção e análise já é suficiente para que o cliente possa se empoderar de mais ferramentas para obter reflexões e elaborações mais consistentes. Porém, vale lembrar que o profissional deve sempre manter-se alerta para incorrer na armadilha de, inadvertidamente ou até mesmo inconscientemente, defender ou promover algum dos lados em questão.

A  EM envolve orientação habilidosa para explorar ambos lados da ambivalência no processo de mudança, com uma intenção consciente e direção no sentido de trabalhar para manter o seu equilíbrio com equanimidade.

 

Referência: MILLER, W.R. Equipoise and Equanimity in Motivational Interviewing. Motivational Interviewing: Training, Research, Implementation, Practice. V. 1, N. 1 (2012).