Pensando em fazer uma mudança em sua vida? Este baralho irá ajudá-lo a identificar e pensar sobre as questões importantes para você hoje.




O Baralho de Valores Pessoais foi criado em 2001 por William R. Miller, Janet C’de Baca, Daniel B. Matthews e Paula L. Wilbourn, com o objetivo de incentivar a exploração de valores pessoais de modo a eliciar a fala de mudança, que é precursora da modificação de comportamentos, segundo o referencial da Entrevista Motivacional.

Em 2011, foi atualizado para incluir mais valores até a versão atual. Vale destacar que a versão aqui disponibilizada foi adaptada a realidade brasileira por Neliana Buzi Figlie, além de contar com os feedbacks obtidos por parte de profissionais brasileiros que realizaram o Treinamento em Entrevista Motivacional.

Tem como objetivo classificar 100 valores em grau de importância de modo a incentivar a exploração de valores pessoais. Uma vez que os valores foram classificados e priorizados, segue um questionamento reflexivo por meio de perguntas que podem ser em formato escrito ou verbal, com vistas a aprofundar a conexão de valores para qualquer crescimento individual ou profissional.

Veja alguns exemplos:

  • Como que os valores que você escolheu se alinham com as suas escolhas de vida?
  • Como que os valores que você escolheu se alinham com as suas escolhas profissionais ou sua situação de tratamento – vida?
  • Se houver um desalinhamento de valores para as escolhas, que mudanças você poderia fazer para trazê-los de volta para o alinhamento?
  • Partilhar os seus valores com terceiros, facilita a explicação do seu significado pessoal de cada valor.

Referências: Miller, W. R.; Rollnick, S. Motivational Interview – helping people change. 3. ed. New York: The Guilford Press, 2013.

Figlie, NB. https://www.artesaeditora.com.br/livro-valores-pessoais-9786586140491,fig037.html

William R. Miller, Janet C’de Baca, Daniel B. Matthews, e Paula L. Wilbourn. Personal Values Cards, 2001 (1ª edição). Disponível em:  https://casaa.unm.edu/inst/Personal%20Values%20Card%20Sort.pdf

Aumento da Disseminação da Entrevista Motivacional

 

A entrevista motivacional (EM) é a única abordagem padronizada e baseada em evidências para facilitar a mudança de comportamento. A estrutura da EM inclui quatro etapas: 1.) Engajar o cliente; 2.) Focar em uma área de mudança de comportamento; 3.) Evocar motivação e comprometimento com a mudança; e 4.) Planejar as etapas para a mudança.

Para entender a EM é importante revisitar suas raízes. Antes da EM ser formalmente apresentada, seu fundador, Dr. William Miller, conduziu uma meta-análise sobre abordagens e resultados para o tratamento do alcoolismo (na meta-análise, os resultados de muitos estudos são sistematicamente combinados e comparados). Neste estudo, Miller ordenou tratamentos para problemas de álcool por resultado. Ele descobriu que abordagens de tratamento que eram ativas e empáticas eram mais eficazes, enquanto abordagens mais passivas, por exemplo, filmes, palestras e abordagens de confronto, eram menos eficazes. Curiosamente, o estudo constatou que as abordagens de 12 passos foram classificadas em  370 e a 380 lugares, respectivamente, dos 48 avaliados.

O momento eureca de Miller aconteceu durante um período sabático na Noruega, quando ele conversou com um grupo de jovens psicólogos sobre o tratamento comportamental de pacientes com problemas de álcool. Durante uma demonstração de sua abordagem de tratamento, ele foi convidado a descrever a maneira como conduzia sua intervenção de forma a propiciar que o cliente elaborasse seus objetivos e pensamentos. Miller percebeu que sua abordagem era marcadamente diferente das abordagens padrão de tratamento na época.

 

Em 1983, Miller publicou um artigo descrevendo essa nova e promissora abordagem para o tratamento de bebedores problemáticos. Então, em 1991, Miller se uniu ao Reino Unido (Reino Unido), com psicólogo clínico do Serviço Nacional de Saúde, Dr. Stephen Rollnick. Elaborando o trabalho inicial de Miller, os dois descreveram os fundamentos e métodos desta nova abordagem.

 

Disseminação rápida em 25 anos: Atualmente, a EM é usada em várias situações em todo o mundo, incluindo reabilitação de álcool e drogas, justiça e liberdade condicional, saúde comportamental, treinamento para pais e pré-natal – e, é claro, cuidados com a saúde. O uso da EM nos cuidados de saúde tem sido apoiado por dezenas de estudos que documentam seu valor para envolver e auxiliar pacientes com desafios difíceis no gerenciamento do estilo de vida e no autocuidado com doenças – que, assim como pacientes com problemas de abuso de substâncias, podem ter se acostumado a receber informações e censura sobre o seu comportamento pelas pessoas em suas vidas.

 

Embora a EM tenha sido particularmente popular entre os profissionais da área de saúde, há de se considerar leigos e profissionais – com ou sem treinamento formal – afetam os resultados da EM na adesão aos padrões de treinamento, avaliação e prática, que tem se mostrado inconsistentes. Neste contexto, a EM pode ser vista apenas como outra ferramenta (embora baseada em evidências) no kit de ferramentas de um profissional de saúde; como uma técnica que pode ser dominada após um workshop de treinamento de dois ou três dias;  ou um conjunto de habilidades inato para alguns profissionais (mitos que podem afetar diretamente o resultado nos estudos).

 

 

Em nível organizacional, o uso de treinamento que não se encaixam no MI ou na complexidade das habilidades envolvidas, geralmente não atendem às expectativas. De qualquer forma, a menor eficácia do treinamento (seja medida usando ferramentas objetivas e validadas) o impacto do treinamento ainda é  desconhecido. Várias organizações investiram em programas de desenvolvimento de treinamento de EM, trazendo profissionais associados ao Motivational Interviewing Network of Trainers (MINT) para formar parceria com a equipe clínica e na maioria dos casos, quando os resultados são medidos, os resultados são alcançados.

Em quase todas os estudos, a EM percorreu um longo caminho desde seu começo humilde, há mais de 25 anos, e você encontrará algumas descobertas e fatos mais interessantes sobre a EM  neste infográfico abaixo.

 

Referência:

https://healthsciences.org/Infographic-Motivational-Interviewing-Adds-Up

Liga da Prevenção às Drogas e Álcool * Premiação!

A “Liga da Prevenção” e uma ação não governamental promovida por ativistas, especialistas que promovem a prevenção às drogas e álcool no Estado de São Paulo.

Parabens Florentino, Sérgio Castilho e Rogério Menan pela nobre iniciativa!

Maiores informações no facebook: Liga da Prevenção às Drogas e Álcool

A Liga da Prevenção, premiou em 6 de novembro de 2015, em São Paulo, os melhores do ano na área de prevenção às drogas. A honraria é o reconhecimento ao trabalho de dezenas de voluntários, especialistas, órgãos públicos e entidades em favor da conscientização e prevenção para os males causados pelo uso e abuso de substâncias psicoativas.

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Com o  querido aluno Marcos Cunha

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Com os meus troféus!

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Agradeço imensamente o “Prêmio Master de Prevenção”, mas deixo aqui o meu comentário sobre o slogan:

Eu quero , eu posso, eu consigo fazer prevenção em meu estado!

De fato eu quero, posso  , mas o conseguir envolve investimento publico  em um pais com uma mentalidade puramente curativa, em que a maior parte dos tratamentos são oriundos dos grupos de auto ajuda e religiosos ( Ressalva aqui : admiro o trabalho dos grupos de auto ajuda e dos religiosos – sou fã !!) . Neste contexto , muitas vezes fazer prevenção é uma batalha árdua, pois muitas vezes o estado joga para a sociedade pagar uma conta que não consegue arcar.

Precisamos de atuações mais técnicas e pautadas em evidências . Já temos os caminhos, lições aprendidas e o como fazer . Mas precisamos de condições e recursos para termos de verdade a juventude mais protegida do uso de álcool, tabaco e outras drogas.