” Coaching Athletes to Be Their Best: Motivational Interviewing in Sports”

 

” Coaching Athletes to Be Their Best: Motivational Interviewing in Sports”

Stephen RollnickJonathan FaderJeff Breckon, and Theresa B. Moyers

Idioma: Inglês      Ano: 2019

Guilford Press

Para se mensurar um grande treinador é preciso avaliar se ele está extraindo o  melhor dos atletas. Este é o primeiro guia de Entrevista Motivacional (EM) dirigido para treinadores, psicólogos do esporte, especialistas em treinamento e reabilitação entre outros – uma abordagem que comprovadamente aproveita o poder da conversação para construir relacionamentos e auto confiança. O livro revela porque as formas convencionais de dar feedback e resolver conflitos geralmente são contraproducentes e apresenta métodos testados e aprovados para ajudar os atletas a prosperar. Os principais psicólogos do esporte e especialistas em MI – incluindo  Stephen Rollnick – fornecem estratégias eficazes para estimular a motivação, promover a apropriação de objetivos pessoais, resolver problemas de comportamento dentro e fora do campo, aprimorar o desempenho e melhorar o trabalho em equipe. Estão incluídos exemplos passo a passo e histórias inspiradoras de treinadores. Os compradores têm acesso a uma página da Web na qual podem baixar e imprimir as folhas de referência rápida reproduzíveis do livro sobre as principais habilidades de EM.

Terapia Comportamental Dialética e a Entrevista Motivacional: convergência conceitual, compatibilidade e estratégias para integração

 

A terapia comportamental dialética (DBT) e a entrevista motivacional (EM) são duas intervenções psicossociais amplamente usadas e eficazes. Um número imenso e crescente de estudos examina DBT, EM ou adaptações dessas abordagens em diversos contextos de tratamento e em várias populações clínicas. Como o DBT e a EM estão em alta demanda, é provável que profissionais encontrem uma ou ambas abordagens ao longo de suas carreiras. Embora o EM e a DBT tenham evoluído inicialmente em contextos distintos para diferentes populações, essas abordagens compartilham vários princípios fundamentais comuns. Cada uma fornece estratégias distintas e complementares para aumentar a motivação e a capacidade de mudança dos clientes. Para alguns, uma aplicação integrada ou sequenciada da EM e DBT pode aprimorar o atendimento ao cliente. O presente artigo destaca áreas de divergências, convergências e oportunidades de integração e oferece dicas práticas para aplicar DBT e EM em conjunto.

Referência:

Erin A. Kaufman, Antoine Douaihy, Tina R. Goldstein. Dialectical Behavior Therapy and Motivational Interviewing: Conceptual Convergence, Compatibility, and Strategies for Integration. Cognitive and Behavioral Practice August 2019. https://doi.org/10.1016/j.cbpra.2019.07.004

As contribuições da Entrevista Motivacional na Educação

 

 

 

Duas razoes que explicam por que a EM ajuda em problemas comportamentais com estudantes:

  • Trabalha simultaneamente a mudança do comportamento, dando espaço as necessidades individuais do aluno.
  • É particularmente adequada para pensar problemas. Contrário às crenças populares, descobriu-se que problemas realmente difíceis poderiam ser enfrentados usando um estilo mais suave, livre de culpas, rotulação e indução de medo. Professores e outros funcionários da escola enfrentam um desafio muito semelhante.

Veja abaixo orientações para atuar no Planejamento de Mudança com estudantes:

  1. Demonstração aceitação frente as oscilações da ambivalência;
  2. Ao surgir falas de mudança, reforçar e refletir;
  3. Evitar se adiantar em relação a prontidão para a mudança dos estudantes;
  4. Evocar a prontidão para a mudança e responder usando as habilidades essenciais da Entrevista Motivacional, em particular o reforço positivo;
  5. Fazer perguntas abertas sobre competências, escolhas e decisões;
  6. Reunir opções e incentivar a apropriação de uma decisão/solução;
  7. Evocar e reforçar o comprometimento com a mudança;
  8. Encorajar os estudantes a compartilhar sua decisão com outros e manter um registro de sucessos alcançados;
  9. Ajude os estudantes a visualizar lapsos de comportamento como oportunidades de aprendizagem;
  10. Ajudar os estudantes a manejar antecipadamente as barreiras ao sucesso.

Fonte: ¨Motivational Interviewing in Schools: Conversations to Improve Behavior and Learning (Applications of Motivational Interviewing) ¨

Stephen Rollnick,‎ Sebastian G. Kaplan &‎ Richard Rutschman

Fala de Permanência ou de sustentação: declarações contra a mudança

 

Fala de mudança: trata-se de qualquer discurso do cliente que favoreça o movimento em direção à uma meta de mudança específica. O cliente pode listar as vantagens ou as desvantagens em mudar; ou expressar intenção em relação à mudança.

Fala de Permanência: Qualquer discurso do cliente que favorece a situação de risco ao invés de movimentar em direção ao objetivo de mudança

Fala de SustentaçãoComportamento interpessoal que reflete a dissonância na relação do trabalho terapêutico. A Fala de sustentação  não constitui, em si, discórdia. Exemplos: argumentar, interromper, discordar ou ignorar.

Como atuar:

    • Sob o espectro da fala de permanência ou sustentação, o cliente está a um passo da dissonância;  e as estratégias de atuação são semelhantes as utilizadas mediante falas de mudança, só que o profissional foca o lado – da ambivalência.
    • Utilize a escuta reflexiva (tente utilizar o “as reflexões ampliadas” para enfatizar, então se afaste da emoção aversiva e da fala de  permanência ou sustentação).
    • Perguntas fechadas correm o risco de reforçar a resposta aversiva.
  • Enfatizar a escolha pessoal é de fundamental importância.

Um Estudo Exploratório sobre Supervisão em Entrevista Motivacional

 

Embora se acredite que a supervisão seja uma estratégia importante para o treinamento profissionais, pouco se sabe sobre como deve ser organizada

e conduzida para promover a fidelidade na implementação.

Objetivo do estudo: explorar comportamentos do supervisor que possam facilitar a proficiência dos orientandos na Entrevista Motivacional.

 

Método: estudo exploratório, com dez supervisores de uma intervenção de prevenção primária da obesidade infantil responderam a entrevistas semiestruturadas sobre seus comportamentos de supervisão. Um método misto abordagem foi usado: dados qualitativos e quantitativos foram coletados e analisados.

Resultados: Os supervisores relataram o uso de várias fontes de informação para avaliar e fornecer feedback sistemático sobre o desempenho dos orientandos. No entanto, a maioria não usou as medidas objetivas disponíveis de proficiência como fonte primária. Além disso, metade dos supervisores argumentou que feedback objetivo pode ter um efeito punir nos orientandos.

Conclusões: Variações no uso de componentes de supervisão que pesquisas anteriores propuseram serem potencialmente influentes no processo e nos resultados podem levar a uma supervisão menos eficiente. As conclusões sugerem que as atividades de supervisão apropriadas conduzidas em cada sessão de supervisão requerem princípios claros de supervisão que especificam o conteúdo e o procedimento da supervisão, bem como o monitoramento regular da aderência nas sessões de supervisão.

Referência:

Beckman M, Bohman B, Forsberg L, Rasmussen F, Ghaderi A. Supervision in Motivational Interviewing: An Exploratory Study. Behav Cogn Psychother. 2017 Jul;45(4):351-365. doi: 10.1017/S135246581700011X.

As habilidades essenciais da Entrevista Motivacional: OARS* (português PARR)**

 

*Anagrama em inglês: Open Questions; Affirmations; Reflective listening; Summaries.

**Perguntas abertas; Reforço +/Afirmações; Escuta reflexiva; Resumos.

As habilidades essenciais da EM são ferramentas que você usa para navegar na conversa colaborativa, a saber:

  1. Perguntas abertas

Explorar as desvantagens do status quo (estado de estagnação): O que o preocupa em relação a sua atual situação? De que forma isso o preocupa? O que você acha que irá acontecer se você não mudar?

Estimular as vantagens da mudança: Como você gostaria que fossem as coisas? Quais seriam as vantagens em mudar? Como você gostaria que fosse a sua vida em cinco anos?

Expressar otimismo em relação à mudança: Ao decidir fazer uma mudança, o que o faz pensar que conseguiria? Quem poderia oferecer-lhe suporte para fazer essa mudança? Quando em sua vida você fez uma mudança significativa? Como você fez isso?

Buscar pela intenção em mudar: O que você estaria disposto a tentar? Das opções que mencionei, qual soa como a mais atrativa para você? O que você pode fazer?

Boas perguntas abertas também funcionam como  “mente aberta”. Se você faz uma pergunta com a possibilidade de ser surpreendido pela resposta, é um indicativo de que você está no caminho certo.

  1. b)Reforço + / Afirmações

Afirmações diretas incluem reconhecer as realizações e dificuldades. Elas apontam um traço, uma atribuição ou uma força; ou simplesmente reconhecem uma luta que o cliente vive. Elas validam a experiência do cliente, constroem o vínculo e o encorajam a usar as forças reconhecidas. Boas afirmações estão associadas ao sistema de valores do cliente e não do profissional: ou seja, não são elogios genéricos, mas intervenções altamente específicas, adaptadas ao cliente em sua frente (note que concordar é diferente de afirmar, pois há um distanciamento das ideias do cliente em relação às ideias do profissional).

Destinam-se a reassegurar para “longe da área problemática”: por exemplo, apontar as realizações como pai (apesar das dificuldades com o álcool) para construir a auto eficácia no cliente.

  1. c) Reflexão

Uma declaração do entrevistador com propósito de refletir significado (explícito ou implícito) sobre o discurso precedente do cliente. Trata-se de uma estratégia central na entrevista motivacional, sendo que existem vários tipos de reflexão.

  1. d)Resumir

Use uma transição acentuada ao anunciar que você irá resumir onde precisa ir, por exemplo: ¨ Deixe-me ver se entendi bem, você me disse que ….¨. É importante o profissional estar aberto às correções por parte do cliente.

Resumir é também uma ótima estratégia para usar quando você não tem claro o que dizer, porque ela situa o que foi dito e dá a possibilidade ao cliente e profissional  seguir com a elaboração de conteúdos .

Aconselhamento centrado no cliente : ou como chegar lá quando você não está certo para onde está indo.

Vale a pena ler ….

 

Aconselhamento centrado no cliente : ou como chegar lá quando você não está certo para onde está indo.

 

Christopher C. Wagner, PhD

A mudança é mais ampla do um comportamento e, muitas vezes, começa antes que uma meta ou plano seja concebido, com os clientes abrindo-se pela primeira vez à vaga possibilidade de preferência. A colaboração é uma característica do espírito da Entrevista Motivacional, e a direção terapêutica pode ser desenvolvida de forma colaborativa em EM por meio do processo de evocar valores, desejos, necessidades, esperanças e objetivos do cliente. Os profissionais podem inicialmente ajudar os clientes a encontrar uma vida melhor e restringir o foco a metas de mudança discretas, quando comportamentos específicos do cliente são identificados de forma colaborativa como obstáculos para alcançar uma vida melhor ou quando a ausência de comportamentos é identificada como risco no progresso em direção a mudança.

 

Motivational Interviewing: Training, Research, Implementation, Practice www.mitrip.org ISSN 2160-584X (online) Vol. 1 No. 1 (2012) DOI 10.5195/mitrip.2012.22

Client-centered Direction

Or How to Get There When You’re Not Sure Where You’re Going

 

Síndrome de Dependência de Substância.

 

frase 16-02-16 beber

O conceito de síndrome é utilizado na medicina para designar um agrupamento de sinais e sintomas. Nem todos os elementos estão presentes em todos os casos, mas o quadro deve ser suficientemente regular e coerente para permitir seu reconhecimento clínico e a distinção entre síndrome e não síndrome.

 

A seguir são citados os Critérios para Dependência de Substâncias (adaptados da seção destinada aos transtornos para o uso de álcool do DSM-V). É necessário visualizar um padrão de uso disfuncional de uma substância, que leve a um comprometimento ou desconforto clinicamente significativo, no período de 12 meses consecutivos:

 

1.        A substância é frequentemente consumida em grandes quantidades ou por um período maior do que o pretendido.

2.        Há um desejo persistente ou esforços mal sucedidos para interromper ou controlar o uso

3.        Uma grande parte do tempo é gasta em atividades necessárias para obter a substância, usá-la ou recuperar-se de seus efeitos.

4.        Presença de “fissura” ou um forte desejo ou urgência em relação ao uso da substância

5.        Uso recorrente da substância resultando na falha no cumprimento de obrigações importantes no trabalho, na escola ou no lar.

6.        Uso contínuo da substância apesar de problemas interpessoais ou sociais, causados ou exacerbados por conta do uso da substância.

7.        Atividades sociais, ocupacionais ou recreacionais importantes são abandonadas ou reduzidas em função do uso da substância.

8.        Uso recorrente da substância em situações onde há prejuízo físico

9.        A substância é continuamente utilizada apesar do conhecimento da existência de problemas físicos ou psicológicos recorrentes ou persistentes, que são causados ou exacerbados pelo uso da substância.

10.     Tolerância, definida por qualquer dos seguintes critérios:

a.        Um desejo por quantidades marcadamente maiores para que a intoxicação se manifeste ou para a obtenção dos efeitos desejados

b.        Uma diminuição clara dos efeitos observados ainda que se use a mesma quantidade da substância

 

11.     Síndrome de abstinência, manifestada por qualquer dos seguintes aspectos:

a.        Síndrome de abstinência característica da substância

b.    A mesma substância (ou outra bastante parecida) é utilizada para aliviar ou evitar os sintomas de abstinência

 

 

A gravidade do quadro dependerá de quantos dos 11 critérios-sintomas (para determinadas substâncias) são atendidos, conforme segue:

  1. Presença de 2 a 3 sintomas: transtorno leve
  2. Presença de 4 a 5 sintomas: transtorno moderado
  3. Presença de 6 ou mais sintomas: transtorno grave

 

 

Referências :

Critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais V (DSM-V, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders V).

 

Figlie, NB; Selma, B; Laranjeira, R. Aconselhamento em Dependência Química (2015) 3ª edição São Paulo: Grupo GEN.