Correlatos distintos de empatia e compaixão sobre Burnout e sintomas afetivos em profissionais de saúde e alunos

Aline Romani-Sponchiado, Matthew R. Jordan,0 Argyris Stringaris,0 Giovanni A. Salum
 
As causas das altas taxas de sofrimento psíquico entre os profissionais de saúde e os alunos são em grande parte desconhecidos. Os profissionais de saúde respondem a quem está em perigo com empatia (sentir o que os outros sentem) ou compaixão (preocupar-se com os outros). Este estudo tem como objetivo investigar se empatia e compaixão são características distintas e como ambas as características estão associadas ao afeto (sintomas de esgotamento, depressão, ansiedade e raiva) em alunos de graduação e profissionais de medicina, psicologia e enfermagem.
Métodos: Uma amostra de 464 alunos e profissionais preencheu um protocolo online com um questionário de dados sociodemográficos e questionários de autorrelato cobrindo as variáveis de interesse.Resultados: Os resultados indicaram que a empatia está associada a um maior afeto negativo, enquanto a compaixão está associada a um afeto negativo inferior, o que sugere que são traços diferentes.
Conclusão: Os resultados fornecem novas evidências de que o bem-estar dos profissionais de saúde pode ser afetado de maneira diferente, dependendo de traços socioemocionais relevantes para a conexão emocional.


 
 
Referência : Romani-Sponchiado A, Jordan MR, Stringaris A, Salum GA. Distinct correlates of empathy and compassion with burnout and affective symptoms in health professionals and students. Braz J Psychiatry. 2020;00:000-000. http://dx.doi.org/10.1590/1516-4446-2020-0941
 


 

Área de anexos



Entrevista Motivacional: Como trabalhar a aceitação da vacina contra a COVID-19

Na Entrevista Motivacional em vez de dizer às pessoas por que você acha que elas deveriam mudar, você faz perguntas abertas para ajudá-las a descobrir seus próprios motivos. Por exemplo: ‘O que faria você querer tomar a vacina? O que te convenceria a tomar a vacina? ‘ . Dessa forma, você incentiva as pessoas  a identificar as coisas positivas e a resposta que a pessoa lhe dá será o caminho para você trabalhar.  Lembrando que pode levar algum tempo para que as pessoas mudem de ideia.

Segue abaixo um passo a passo.

1. Peça permissão para discutir a vacinação COVID-19

  • Posso falar com você sobre a  vacinação da  COVID-19?

Em caso afirmativo, vá para a Etapa 2.

Em caso negativo: Você pode dizer que estou comprometido em ajudar os pacientes a ficarem bem e evitar contrair o coronavírus. Estou aqui para apoiá-lo e posso ajudá-lo quando estiver disponível.

2. Explore a prontidão e a experiência (faça QUALQUER uma das seguintes perguntas):

  • O que você sabe sobre os benefícios da vacina sobre o COVID-19?
  • O que você está fazendo atualmente para proteger você e sua família da COVID-19?
  • Qual é o seu entendimento sobre os SEUS riscos de obter COVID-19?
  • O que você tem feito para ajudar você (e sua família, amigos) a evitar a infecção pelo coronavírus?
  • Qual a importância de evitar a infecção pelo coronavírus? O que o torna importante? O que seria necessário para torná-lo ainda mais importante?

3. Apoie e afirme QUALQUER interesse, benefício, sucesso atual / passado

  • Fico feliz em saber que você está tomando medidas para proteger a si mesmo e a outras pessoas contra o COVID-19.
  • É bom que você tenha optado por ser vacinado contra a gripe no passado.
  • É ótimo que você tenha tomado outras medidas para se manter saudável durante esta pandemia.

NOTA – Se o paciente manifestar espontaneamente prontidão para receber a vacina COVID-19, vá diretamente para a Etapa 5.

4. Compartilhe informações (com permissão)

  • Peça permissão para compartilhar informações sobre a vacina contra a COVID-19

(Posso compartilhar algumas informações sobre a vacina contra a COVID-19?)

  • Se sim, compartilhe informações sobre os benefícios potenciais de receber uma vacina COVID-19 (panfleto ou folder, se disponível):
  • O risco de ter um caso grave de COVID-19 é maior para indivíduos com doenças crônicas e aqueles com 65 anos ou mais;
  • As vacinas COVID-19 funcionam: vários estudos científicos tem relatado a eficácia da vacina (Cite os dados dos ensaios, se for o caso);
  • Risco reduzido de infecção pelo coronavírus;
  • Risco reduzido de complicações, hospitalização, efeitos em longo prazo;
  • Probabilidade reduzida de você espalhar a infecção para outras pessoas;
  • É extremamente importante que todos façam sua parte para evitar a disseminação do COVID-19 para outras pessoas;
  • Quando aplicável: agradeço tudo o que você já está fazendo para ficar seguro e proteger outras pessoas de serem infectadas com o coronavírus.

Conclusão: A vacinação contra a COVID-19, junto com outros métodos (como uso de máscaras, distanciamento físico, higienização das mãos) oferece proteção contra a transmissão do vírus.

5. Confirme as próximas etapas

  • Você gostaria de receber a vacina hoje (ou quando for possível)?
  • Se sim, compartilhe informações sobre as opções e providencie a vacinação
  • Se a pessoa se recusar, faça QUALQUER uma das seguintes perguntas:

Pergunte se há alguma outra informação que ele gostaria de receber.

Assegure-lhe que forneceremos a vacinação mais tarde, se agora não for o momento certo. Deixe o paciente saber: “Estamos prontos para ajudá-lo, quando você estiver pronto.”

  • Deixe o paciente saber que você perguntará sobre seu interesse na vacinação em uma consulta subsequente, e a equipe terá prazer em ajudá-lo a qualquer momento.
  • É difícil para um profissional da saúde ouvir a recusa em se vacinar diante de tanto empenho da ciência, bem como de tantos adoecimentos e mortes, mas deixar a porta aberta com a pessoa que resiste a vacinação ainda é a melhor opção, porque a motivação flutua e se ele mudar de ideia, você terá mais chances dando-lhe autonomia do que se moralizar ou julgar.

Referências:

Gagneur, A., Gosselin, V., & Dubé, È. (2018). Motivational interviewing: A promising tool to address vaccine hesitancy. Vaccine, 36(44), 6553-6555.

Gagneur A., Battista, M. C., Boucher, F. D., Tapiero, B., Quach, C., De Wals, P., … & Dubé, È. (2019). Promoting vaccination in maternity wards─ motivational interview technique reduces hesitancy and enhances intention to vaccinate, results from a multicentre non-controlled pre-and post-intervention RCT-nested study, Quebec, March 2014 to February 2015. Eurosurveillance, 24(36), 1800641.

Opel, D. J., Robinson, J. D., Spielvogle, H., Spina, C., Garrett, K., Dempsey, A. F., … & Taylor, J. A. (2020). ‘Presumptively Initiating Vaccines and Optimizing Talk with Motivational Interviewing’(PIVOT with MI) trial: a protocol for a cluster randomised controlled trial of a clinician vaccine communication intervention. BMJ open, 10(8), e039299.

Verger, P., & Dubé, E. (2020). Restoring confidence in vaccines in the COVID-19 era. Expert Review of Vaccines, 19(11).

Entrevista Motivacional e Alimentação

O estilo direcional gentil utilizado na Entrevista Motivacional possibilita ao cliente a promoção da aderência de uma mudança específica de comportamento: a pessoa começa a se apropriar da mudança de comportamento ao  eleger uma meta de mudança particular (não do profissional) com importância e significados altamente pessoais.

Note que direcional é diferente de ser diretivo. Na EM o profissional é direcional:  costumo dizer que é quase como se o profissional fosse o roteirista do filme – o profissional evoca a motivação e valores e objetivos de modo que a pessoa possa se dar conta do que de fato é importante para ela, a fim de que ela se compromisse com uma mudança específica.  Uma postura diretiva, envolve um foco pré-definido e prescrições. Exemplo clássico: dietas.

Com isso não quero dizer que as dietas não sejam importantes e necessárias, mas elas serão indicadas após o cliente se engajar no tratamento, quando ele estiver com um foco definido e ter claros os recursos e habilidades que ele poderá utilizar. Ou seja, na fase de planejamento, a dieta pode ser recomendada, caso o cliente necessite.

 A Entrevista Motivacional é uma maneira mais amigável de falar sobre mudança, que tem sido demostrada como efetiva por vários pesquisadores na alimentação e atividade física, de modo a evitar o ciclo da compulsão alimentar.

Postura do Entrevistador Motivacional: 

·         Convide os clientes a dividirem suas histórias com você; reflita essas histórias sem julgamento (tirando o tom de desgraça).  Em seguida, ofereça uma nova abordagem focada na variedade, equilíbrio e moderação invés de restrição, evitação e desespero.

·         Lidar com comportamentos ambivalentes na mudança do comportamento faz parte do processo.

·         A motivação para a mudança aumenta quando o cliente reconhece que existe uma discrepância entre seu comportamento atual e seu objetivo/ valores pessoais.

·         A motivação é baseada nas habilidades, confiança e crença de que os esforços da pessoa irão funcionar!

·         A mudança do comportamento é fruto da motivação e não somente da educação / informação.

Referência:

Motivational Interviewing in Nutrition and Fitness

Dawn Clifford & Laura Curtis

Health Behavior Change – A Guide for professionals

 

¨Health Behavior Change – A Guide for professionals¨

(Mudança de comportamento de saúde – um guia para profissionais)

Pip Mason & Christopher C. Butler

Idioma: Inglês     Ano: 2010 2ª edição

Escrito por especialistas de reputação mundial, Health Behavior Change apresenta um método emocionante que pode ser usado para ajudar os pacientes a mudar seus comportamentos nos ambientes hospitalares e comunitários. O método é aplicável a qualquer comportamento, como obesidade,  sedentarismo,  tabagismo, pacientes com doenças crônicas como diabetes e doença cardíaca. Usando intervenções breves e estruturadas, o profissional incentiva o paciente a se encarregar da tomada de decisões sobre sua saúde. Baseia-se na parceria entre profissional e paciente, em vez de dominação de um sobre o outro e é realizada em um espírito de Negociação, invés de confronto.

O texto descreve claramente os princípios fundamentais da ETM na prática. Problemas de resistência e falta de motivação são explorados e estratégias são sugeridas, com exemplos de casos e dilemas clínicos.

Aparência aprimorada com duas cores,  design moderno e resumos dos capítulos ajudam na  assimilação e compreensão.

Comparação de Entrevista Motivacional com Terapia de Aceitação e Compromisso: Uma revisão conceitual e clínica

 

Contexto: A Entrevista Motivacional (EM) e a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) são duas terapias emergentes que se concentram no compromisso com a mudança de comportamento.

Objetivo: Fornecer a primeira revisão sistemática da EM com a ACT.

MÉTODO: Foi realizada uma comparação sistemática da EM e ACT em nível conceitual, com foco em suas bases filosóficas e teóricas, e em nível clínico, com foco na relação terapêutica, uso da linguagem e uso de valores na terapia.

RESULTADOS: Conceitualmente, EMI e ACT têm bases filosóficas distintas. A base teórica da EM se concentra no conteúdo da linguagem, enquanto a base teórica do ACT se concentra na aceitação e  consequente experimentação de  pensamentos, sentimentos e sensações decorrentes dessa aceitação. Clinicamente, o ACT e a EM têm abordagens distintas para o relacionamento terapêutico, focos fundamentalmente diferentes na linguagem do cliente e diferentes usos dos valores do cliente para motivar a mudança de comportamento.

CONCLUSÕES: Apesar de suas diferenças conceituais e clínicas, a EM e a ACT são intervenções complementares. As colaborações entre os pesquisadores da EM e da ACT podem produzir uma um campo fértil para pesquisa sobre processos centrais e resultados clínicos.

Referência:

Bricker, J. & Tollison, S. (2011). Comparison of Motivational Interviewing with Acceptance and Commitment Therapy: A conceptual and clinical review. Behavioural and Cognitive Psychotherapy, 39, 541–559.

” Coaching Athletes to Be Their Best: Motivational Interviewing in Sports”

 

” Coaching Athletes to Be Their Best: Motivational Interviewing in Sports”

Stephen RollnickJonathan FaderJeff Breckon, and Theresa B. Moyers

Idioma: Inglês      Ano: 2019

Guilford Press

Para se mensurar um grande treinador é preciso avaliar se ele está extraindo o  melhor dos atletas. Este é o primeiro guia de Entrevista Motivacional (EM) dirigido para treinadores, psicólogos do esporte, especialistas em treinamento e reabilitação entre outros – uma abordagem que comprovadamente aproveita o poder da conversação para construir relacionamentos e auto confiança. O livro revela porque as formas convencionais de dar feedback e resolver conflitos geralmente são contraproducentes e apresenta métodos testados e aprovados para ajudar os atletas a prosperar. Os principais psicólogos do esporte e especialistas em MI – incluindo  Stephen Rollnick – fornecem estratégias eficazes para estimular a motivação, promover a apropriação de objetivos pessoais, resolver problemas de comportamento dentro e fora do campo, aprimorar o desempenho e melhorar o trabalho em equipe. Estão incluídos exemplos passo a passo e histórias inspiradoras de treinadores. Os compradores têm acesso a uma página da Web na qual podem baixar e imprimir as folhas de referência rápida reproduzíveis do livro sobre as principais habilidades de EM.

O desenvolvimento da Entrevista Motivacional

 

Introduzida em 1983, a Entrevista Motivacional (EM) agora é amplamente considerada como uma intervenção psicossocial eficaz no campo do tratamento das dependências. Com base na literatura de pesquisa, este artigo pergunta como isso foi alcançado. Contrariamente às concepções comuns da disseminação de intervenções psicossociais no campo do tratamento da dependência, essa análise não considera nem a identidade da EM e nem sua eficácia como qualidades inerentes, mas as vê como sendo construídas por vários atores. Este trabalho de construção é descrito como processos de estabilização. Sendo pouco estruturada e flexível, sugere-se que a EM possa ser considerada uma intervenção fluida. Isso apresentou dificuldades para sua subsequente estabilização. Como a EM foi diferentemente operacionalizada em ensaios clínicos, tornou-se óbvio falar sobre a eficácia da EM como um único objeto de preocupação em revisões sistemáticas e metanálises. O artigo discute algumas das complexidades envolvidas na produção e disseminação de intervenções psicossociais eficazes. Comparado com outros casos, a EM exibe um modo de estabilização um pouco diferente. Argumenta-se que a EM tenha sido estabilizada o suficiente para ser considerada uma intervenção eficaz, ao mesmo tempo em que incorpora fluidez, o que o torna útil em uma ampla gama de contextos clínicos

Referência:

Bjork, A. (2014). Stablizing a fluid intervention: The development of Motivational Interviewing, 1983-2013. Addiction Research and Theory, 22, 313-324. https://doi.org/10.3109/16066359.2013.845174

Terapia Comportamental Dialética e a Entrevista Motivacional: convergência conceitual, compatibilidade e estratégias para integração

 

A terapia comportamental dialética (DBT) e a entrevista motivacional (EM) são duas intervenções psicossociais amplamente usadas e eficazes. Um número imenso e crescente de estudos examina DBT, EM ou adaptações dessas abordagens em diversos contextos de tratamento e em várias populações clínicas. Como o DBT e a EM estão em alta demanda, é provável que profissionais encontrem uma ou ambas abordagens ao longo de suas carreiras. Embora o EM e a DBT tenham evoluído inicialmente em contextos distintos para diferentes populações, essas abordagens compartilham vários princípios fundamentais comuns. Cada uma fornece estratégias distintas e complementares para aumentar a motivação e a capacidade de mudança dos clientes. Para alguns, uma aplicação integrada ou sequenciada da EM e DBT pode aprimorar o atendimento ao cliente. O presente artigo destaca áreas de divergências, convergências e oportunidades de integração e oferece dicas práticas para aplicar DBT e EM em conjunto.

Referência:

Erin A. Kaufman, Antoine Douaihy, Tina R. Goldstein. Dialectical Behavior Therapy and Motivational Interviewing: Conceptual Convergence, Compatibility, and Strategies for Integration. Cognitive and Behavioral Practice August 2019. https://doi.org/10.1016/j.cbpra.2019.07.004

As contribuições da Entrevista Motivacional na Educação

 

 

 

Duas razoes que explicam por que a EM ajuda em problemas comportamentais com estudantes:

  • Trabalha simultaneamente a mudança do comportamento, dando espaço as necessidades individuais do aluno.
  • É particularmente adequada para pensar problemas. Contrário às crenças populares, descobriu-se que problemas realmente difíceis poderiam ser enfrentados usando um estilo mais suave, livre de culpas, rotulação e indução de medo. Professores e outros funcionários da escola enfrentam um desafio muito semelhante.

Veja abaixo orientações para atuar no Planejamento de Mudança com estudantes:

  1. Demonstração aceitação frente as oscilações da ambivalência;
  2. Ao surgir falas de mudança, reforçar e refletir;
  3. Evitar se adiantar em relação a prontidão para a mudança dos estudantes;
  4. Evocar a prontidão para a mudança e responder usando as habilidades essenciais da Entrevista Motivacional, em particular o reforço positivo;
  5. Fazer perguntas abertas sobre competências, escolhas e decisões;
  6. Reunir opções e incentivar a apropriação de uma decisão/solução;
  7. Evocar e reforçar o comprometimento com a mudança;
  8. Encorajar os estudantes a compartilhar sua decisão com outros e manter um registro de sucessos alcançados;
  9. Ajude os estudantes a visualizar lapsos de comportamento como oportunidades de aprendizagem;
  10. Ajudar os estudantes a manejar antecipadamente as barreiras ao sucesso.

Fonte: ¨Motivational Interviewing in Schools: Conversations to Improve Behavior and Learning (Applications of Motivational Interviewing) ¨

Stephen Rollnick,‎ Sebastian G. Kaplan &‎ Richard Rutschman

Motivational Interviewing with Offenders Engagement, Rehabilitation, and Reentry

 

Jill D. Stinson and Michael D. Clark

Applications of Motivational Interviewing Series, edited by Stephen Rollnick, William R. Miller, and Theresa B. Moyers.

Guilford Press    Ano: 2017

 

Escrito por especialistas que trabalham  com populações assistidas por  tribunais, este livro mostra como entrevista motivacional pode ajudar os infratores a ir além da resistência ou da complacência superficial e conseguir uma mudança de comportamento significativa. O uso da Entrevista Motivacional evidencia a promoção da reabilitação e a reintegração,  baseando-se nos valores, objetivos e pontos fortes dos clientes – não simplesmente dizendo-lhes o que fazer.

Os autores descrevem claramente as estratégias centrais da Entrevista Motivacional  e  exemplos de diálogos na justiça penal e configurações forenses. De importância crucial, o livro aborda a implementação da Entrevista Motivacional nos sistemas de reabilitação de agressores, incluindo estratégias práticas para superar obstáculos.

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